CARTA ABERTA DO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO TÉNIS LISBOA

Texto integral da Carta Aberta do Presidente da Associação Ténis Lisboa, Mário Azevedo Gomes:

"Actualmente, a Saúde Pública é a principal preocupação de todos nós e a Associação de Ténis de Lisboa é solidária com todas as medidas impostas pelo Estado de Emergência. Como é habitual nos desportistas, sabemos manter a tranquilidade, cumprir as nossas obrigações, lutar pelos nossos objectivos e para em conjunto ultrapassarmos esta crise o mais rápido possível.

É enorme a vontade de voltarmos aos nossos clubes e jogar ténis, a modalidade que tanto gostamos, mas queremos fazê-lo com boa saúde e com a alegria que nos define. Esta vontade é transversal a treinadores, atletas, praticantes ou apenas simpatizantes, tal é a grandeza da modalidade.

Estamos conscientes de que a atividade desportiva é de maior importância para a saúde pública, contribuindo de forma fundamental na manutenção e desenvolvimento da condição física e psicológica de cada um.

Se a história do Ténis remonta em todo o mundo a tempos imemoriáveis, também em Portugal a sua implementação é já longa e indiscutível. Tendo em consideração as especificidades da sua prática, como o distanciamento social pela possibilidade de se jogar apenas com dois praticantes, muitas vezes apenas com a utilização de uma parede de ténis, é das modalidades que reúne melhores condições para permitir o regresso à atividade física sem constranger as medidas do estado de emergência e sem causar ou agravar quaisquer problemas de Saúde Pública.

A prática do Ténis pode ser uma grande ajuda a muitas famílias, como a forma de, sem riscos, permitir que crianças e adultos possam aliviar os limites do confinamento, exercitando-se, despendendo energia acumulado e recuperando alguma sensação de liberdade e confiança sem perder de vista a segurança.

Ainda que durante uma ou duas horas por dia, ainda que sem escolas reabertas, o ténis permitirá a retoma de pequenas rotinas essenciais ao bem-estar de todos.

Claro que o regresso à atividade tem que obedecer a regras específicas e claras, não só quanto à utilização e permanência nos clubes, quanto às obrigações de higiene individual, quanto à forma da prática a levar a efeito (por exemplo na limitação do número de jogadores por campo, na utilização das bolas, nas regras de apanhar bolas, etc.).

A equipa técnica da Associação de Ténis de Lisboa já está a preparar um documento com as boas práticas, para disponibilizar aos Clubes para que preparem o regresso à sua actividade.

Infelizmente, a impossibilidade de prever quando voltaremos à nossa vida normal é uma das maiores dificuldades para programar o que quer que seja, no entanto estamos certos de que quanto maior for o tempo de paragem, maiores serão os estragos e as consequentes dificuldades de recuperação, quer para os clubes, quer para os treinadores e profissionais da modalidade, quer para atletas, praticantes e simpatizantes.

A situação económica que vamos encontrar é uma incógnita e o ténis representa apenas uma gota de água na economia nacional, mas não deixa de ter a sua importância e de ter o poder de representar um pequeno passo para a recuperação que se adivinha difícil.

Por tudo o que foi dito, reforçando mais uma vez a importância da prática desportiva na saúde pública e as condições de segurança oferecidas pela nossa modalidade, os clubes de ténis de Lisboa que representamos, acreditam com veemência que os principais responsáveis pela gestão da presente crise, e que, tão bem têm lidado diariamente com cada batalha que se lhes impõe, na altura que julgarem oportuno iniciar a reabertura de algumas actividades, aliás à imagem da prática seguida por outros Países, tenham em consideração o que ora se expõe nesta carta aberta, reforçando nós que poderão contar connosco para em conjunto colaborarmos com o regresso, possível, à normalidade do nosso País.

Atentamente e ao dispor,

Presidente da Direção da Associação de Ténis de Lisboa

Mário Azevedo Gomes


Carta aberta enviada a:

Presidência da República

Ministério da Economia

Secretário de Estado do Desporto

Presidente do IPDJ

Presidente da Federação Portuguesa de Ténis

Associações Regionais de Ténis

Associação de Treinadores de Ténis

Clubes da Associação de Ténis de Lisboa"